Paulo é brasileiro, nascido em São Luís Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e graduado em Jornalismo e Artes Cênicas. Com mais de 25 anos de carreira, é hoje um artista múltiplo, com experiência em design, artes plásticas, teatro, cinema e música. É reconhecido por sua capacidade de transitar, costurar e traçar paralelos entre os mundos das artes, da cenografia e do design. Desde 2002, o artista se dedica ao trabalho com fios de metal, sobretudo alumínio – elemento comum em telas, esculturas, luminárias e objetos. O material foi escolhido pelo artista por sua capacidade de transpor o traço ao plano tridimensional.

094201_1.tif. SAO PAULO, 01 DE AGOSTO DE 2007, o artista plastico Paulo Bordhin que trabalha com arame de aluminio tera seu trabalho exposto em Nova York. Paulo posa para foto na galeria Mali Villas Boas. (Foto: Julia Moraes / Folha Imagem) Monica Bergamo ILUSTRADA

Depoimentos

“É um artista multimídia e crossmídia, que passeia com naturalidade por múltiplas plataformas da expressão das emoções. Não é à toa. Sua poesia canta. Seu canto tinge. Seus quadros encenam. Sua atuação contorce. E suas esculturas de arame narram histórias cheias de lirismo e movimento. Para muito além da técnica, dominada à base de milhares de horas de experimentos e estudos, Bordhin tem como matéria-prima essencial a inspiração. Capta do bolsão de conhecimento do inconsciente coletivo aquilo que sua obra comunica tão bem, tocando sentimentos e sensações acessíveis a todos. Aos iniciados e especialistas, também oferece o prazer da apreciação sofisticada.

Minha interação com o trabalho de Paulo Bordhin aconteceu no papel de jornalista, fazendo uma reportagem. Logo de início, suas obras e sua intensa vivência no universo criativo me cativaram. É fascinante notar que suas criações – e há centenas delas, principalmente entre as artes plásticas – sempre contam histórias eloquentes. Narrativas essas que, muitas vezes, começam a se revelar de forma despretensiosa, sem destino certo, pelas suas mãos incansáveis. Ele deixa, dá trela e segue transpirando, por horas, sobre a peça. No final, Paulo Bordhin materializa o oculto, que urgia ser dito. Ele dá vida a essa potência de arte solta no ar, percebida com força dramática e interpretação muito particular.

Esse talento, que tanto inspira quem com ele toma contato, precisa ser compartilhado com mais gente. Com imagens, poesias e uma boa contação dessa história.”

– Carolina Cassiano – Jornalista

“É uma figura incansável, exerce sua criatividade de forma bastante dinâmica, seja na feitura de esculturas, no design de joias contemporâneas únicas, seja na interpretação de cada um de seus personagens ou ainda tocando e cantando uma música. Ao tentar defini-lo corro o risco de restringir a pluralidade de linguagens com as quais lida.

Obras de arte, interpretações, música, produtos e projetos em exposições, espetáculos, galerias e lojas. No entanto, revela em seu trabalho a obsessão de artista.

Bom humor e arte tornam sua figura tanto quanto seu trabalho imperdíveis!”

– M. Eugênia Mourão – Curadora

“O universo da Arte é inesgotável. Na aventura da criação, só a liberdade cria valores estáveis.

O extraordinário desenvolvimento das novas tecnologias transformou os meios, os interesses e procedimentos do artista contemporâneo, tornando-o mais aberto, mais lúcido e mais reflexivo. Neste contexto há que registrar o processo criador de um dos nossos artistas mais desenvolvidos, Paulo Bordhin, artista jovem, de formação teatral, músico, poeta, pintor, solidamente vinculado a constantes pesquisas , fruto desse relacionamento espantoso e mágico de “suas Artes”. O artista nos traz esculturas, desenvolvidas com inusitada sensibilidade e técnica aprimorada nos camarins de teatro.

São belíssimos estudos da forma da vida através de um prisma do tempo, com uma obra personalíssima e vigorosa com domínio da estrutura e da forma, de poderosa expressão linear, volumétrica e espacial, num vocabulário de gestos inesperados e repentinos.

É um trabalho que vem mais de dentro para fora, gestual, acaso pensado, linha/espaço, representações e imagéticas.
Da poética de sua realidade atualíssima, surgem seres/mulheres, arlequinos, faunos, homens alados , figuras geométricas, provocando em nós, fruidores, o encantamento de um mundo atemporal, trazidos por Paulo Bordhin, um artista ao mesmo tempo muito antigo, quase um humanista/renascentista, e da mais estreita modernidade de um multimídia”.

–Mali Villas Boas – Galerista

Artista – Trama do Tempo